27
dez

Cansei de ouvir que mineiro trabalha em silêncio.

Não se trata de bairrismo, apenas, mas é também a alegria de ver o reconhecimento de um trabalho feito com muita dedicação e profissionalismo. Foi esta a sensação que me ocorreu quando assisti a uma matéria no Jornal da Globo, muito bem apresentada pela brilhante Liliana Junger, que falava sobre o crescimento de aplicativos e jogos digitais no país. Um dos destaques foi dado ao Ronaldo Gazel, da mineira GazGames (que já proferiu palestras no Tio Flávio Cultural).

Além de alegria, de ver o trabalho de mineiros sendo apontado, ao lado de SP e RJ, como de destaque no cenário nacional, também tive a sensação de que a timidez, que alguns dizem ser característica do mineiro, não deve ser encarada, daqui para frente, como o foi sempre: “são bons, mas trabalham caladinhos”.

Minas Gerais produz conhecimento, gera experiência, exporta competência. E está na hora de deixar de lado o jeito acanhado para que possamos, juntos, nos posicionar no mercado nacional e internacional como um estado de talentos e criatividade por natureza.

Partiram de Minas projetos de grandeza internacional, assim como profissionais e agências mineiras tiveram o reconhecimento do mundo em diversas áreas, recebendo prêmios cobiçados por empresas de grande porte pelo globo afora.

O que falta aos mineiros, na minha opinião, é fazer com que setores de diferentes matizes comecem a conversar e trabalhar juntos. Falta iniciativa do governo em reconhecer o tanto de gente, empresa e projeto bom temos no e para o estado. Falta o propósito compartilhado, para que possamos gritar ao mundo o que somos, pois o reconhecimento em áreas distintas já temos.

É hora de unir o design à comunicação, à moda, ao cinema, às artes digitais, ao teatro e à dança, ao folclore, à culinária, (…). É hora de juntar competências, que muitas vezes trabalham muito bem, porém “isoladas”. É hora de valorizar as universidades, de investir na educação de base, de apoiar o Movimento de Empresas Juniores, que constitui, em Minas Gerais, um exército de alunos que têm sede de conhecimento e experiência. É hora de crescer, de ter nossas ações valorizadas e de ter o nosso trabalho bem remunerado. É hora de unir.

Temos tudo para fazer de 2013 o ano da criatividade e do talento de Minas no mundo. Pense, porém, como você pode fazer a sua parte. E faça.

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